Sudão do Sul

Conheça os destaques da atuação de MSF no país

Ano em que MSF trabalhou pela primeira vez no país: 1983

1.157.922 consultas ambulatoriais
276.426 pacientes de malária tratados
56.231 pacientes internados

A população do Sudão do Sul vem sofrendo com o impacto de mais de cinco anos de conflito. Estima-se que menos da metade das pessoas tenha acesso a serviços médicos adequados. Em 2018, mantivemos serviços essenciais de saúde por meio de 16 projetos em todo o país.

Em Old Fangak, mantemos a única unidade de saúde secundária que atende às muitas pessoas deslocadas que se instalaram ali. Após um surto de violência dentro da comunidade, em Ulang, começamos a oferecer atendimento de emergência e de internação em uma unidade de saúde local e encaminhamento de pacientes com complicações para Malakal e Juba. Em Aburoc, continuamos a apoiar uma unidade de internação de 12 leitos com atendimento de emergência, serviços ambulatoriais e tratamento para sobreviventes de violência sexual, enquanto também tratamos doenças como diarreia e malária. No sul, apoiamos centros de saúde primária em Yei e na unidade de pediatria do hospital estadual. Também temos equipes trabalhando em três instalações em Pibor, incluindo um centro de saúde com capacidade cirúrgica. Em dezembro, repassamos para outras organizações nossas clínicas móveis em Akobo e uma unidade de saúde primária que construímos em Kier. Trabalhando em áreas de difícil acesso, nossas equipes trataram mais de 50 mil pacientes e garantiram centenas de encaminhamentos para a atenção secundária entre o fim de 2017 e o fim de 2018.

Os campos de proteção de civis no Sudão do Sul estão em operação há mais de cinco anos, depois que pessoas que fugiram do conflito buscaram segurança nas bases da Organização das Nações Unidas (ONU). São enormes as necessidades médicas no maior campo PoC do país, em Bentiu. Nosso hospital de 160 leitos é o único provedor de serviços de saúde secundária dentro do PoC. Em 2018, tratamos 398 sobreviventes de violência sexual e de gênero no PoC e em uma clínica na cidade de Bentiu. Também montamos seis pontos de tratamento de malária e atendemos 38.989 pacientes após aumento acentuado dos casos da doença em julho. No campo PoC de Malakal, que abriga cerca de 29 mil pessoas, mantemos uma instalação de 40 leitos que oferece atendimento de emergência, tratamento para tuberculose, calazar (leishmaniose visceral) e HIV, bem como serviços de saúde mental.

No hospital estadual de Aweil, mantemos as enfermarias de pediatria, neonatologia, maternidade e queimaduras, a sala de emergência e a unidade de terapia intensiva, e um centro de alimentação terapêutica. A maternidade atingiu sua capacidade máxima em setembro; ao longo do ano, nossas equipes assistiram 5.275 partos, incluindo 174 cesarianas. Tratamos mais de 14 mil pacientes em pontos de malária em Lankien e ampliamos o tratamento da doença no hospital de Aweil em resposta a um pico sazonal. Além disso, apoiamos o Ministério da Saúde na vacinação de quase 23 mil crianças durante um surto de sarampo em Aweil e na realização de uma campanha de vacinação contra a cólera que alcançou mais de 200 mil pessoas em Juba. Em Agok, terminamos a reforma e a ampliação de nosso hospital. Também retomamos o projeto comunitário de malária no início do pico da doença, tratando mais de 25 mil pacientes em 23 vilarejos vizinhos entre junho e dezembro.

Ataques à saúde

Em abril, uma de nossas equipes médicas móveis em Mundri foi vítima de um violento assalto à mão armada, o que nos obrigou a suspender todas as atividades na área por várias semanas. Também suspendemos todas as atividades, exceto o tratamento vital essencial em Maban, após ataque a instalações de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em julho, mas em meados de setembro tínhamos retornado com plena capacidade. Em Mayendit e Leer, nossas unidades de saúde também foram atacadas e saqueadas, mas continuamos a prestar assistência médica básica.

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